Amor oblíquo de Capinan

“Amor oblíquo”

No cancioneiro de Pessoa há um poema
E muito me dilacera não ouvi-lo agora
Talvez a chuva oblíqua no teto rosa amarelo
De um quarto imaginário
Ainda à espera dos tempos em cada relâmpago
E trovão
Dissociados pela velocidade da luz e do som
Como dois fenômenos para os poetas
E seus aturdidos corações
(Para os cientistas, não
Um só ouvido, sincrônico)
Dois fenômenos como teu amor oblíquo e teu beijo
Tão sempre assim dissociados em nunca e jamais

– José Carlos Capinan

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