Anima

Existe uma menina onde meu coração é doce.
Voz marítima selvagem eu guardo
o hálito da vítima o branco vestido e o traço
do rosto dramático, dela
do outro
e do meu um pedaço.

São colinas os cavalos
e todas as lagoas envenenadas de lua e sangue.
Eu quero morrer, como tenho medo
quero morrer me conhecendo como um touro indomável
Entre espadas e toureiro.
O meu destino partiu no expresso do meio-dia
e o meu consolo é amante da poesia.
Solitária atrás do muro a menina me acena e foge.
Seu nome escrito ninguém sabe
porque mente com o sentimento e a verdade.

Quando ela me deitar entre auroras
E começar o martírio da ausência     eu
Serei apenas o sábio que chora         eu
Serei apenas o resto da madrugada     eu
Serei infecundo e o sapo que salta entre o inverno
e a demora de nada.

– José Carlos Capinan – “Anima”

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