O jardim de Klimt

Há um lugar para cada um nesse mundo.

Os girassóis imponentes não estão preocupados em competir com as outras flores, terrenas.

Do canto direito saltam narcisos? lírios? Forçando para aparecer no cantinho da moldura, eles também são respeitáveis. São flores que nascem dum delírio.

Os dentes-de-leão amarelinhos estão presentes, onipresentes.

Há uma concorrência entre os tons vermelhos que se resolve num belo violeta, cor de hematoma.

Os buquêzinhos de flores brancas insistem na simplicidade de se saber flor sem cor.

Há no jardim um desejo de miscigenação, uma consciência de que a sua beleza depende tanto dos nobres girassóis quando das micro-florzinhas branco-azuladas, meia-dúzia delas, que parecem tão indispensáveis ao conjunto..

Mesmo num jardim assim tão assimétrico, plantado pelo vento e pelo tempo, pela natureza em sua lenta violência..

A cor predominante é mesmo o verde.

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